Estruturas&BIM

Menos improviso e mais ciência | Por Eng° Pedro Rodrigues
Como Fazer Tubulação de Esgoto: Materiais, Diâmetro e Cuidados com a Rede

Você constrói, reforma ou gerencia obras e precisa de um guia técnico preciso sobre como fazer tubulação de esgoto? Este editorial detalhado oferece a visão de um engenheiro civil especialista em instalações prediais, com base em normas NBR rigorosas, cálculos hidráulicos avançados e práticas de campo comprovadas para residências, sobrados e edifícios comerciais. Aprenda a dimensionar, instalar e manter sistemas que evitam entupimentos, odores e contaminações, garantindo durabilidade superior a 30 anos.

Fundamentos Técnicos do Projeto

Aprenda o passo a passo fundamental de como fazer tubulação de esgoto com precisão técnica. Descubra como calcular a vazão máxima provável, planejar o layout arquitetônico e dimensionar corretamente as colunas principais para evitar dores de cabeça no futuro.
Guia Completo: Como fazer tubulação de esgoto do zero na sua obra

Você inicia como fazer tubulação de esgoto avaliando o consumo hidráulico e o layout arquitetônico. Calcule a vazão máxima provável (VMP) multiplicando unidades de consumo por fatores de simultaneidade: bacias geram 6 l/ciclo, pias 8 l/ciclo e chuveiros 12 l/min. Para 10 pavimentos com 4 banheiros cada, estime 480 l/min com fator 0,3, resultando em DN 150 mm para colunas principais.

Desenhe esquemas isométricos com software como AutoCAD ou Revit, marcando declividades mínimas de 2% (20 mm/m) nos ramais para velocidades de 0,6-3,0 m/s. Integre caixas de inspeção (CI) a cada 20 m lineares ou mudança de direção superior a 30°, conforme NBR 8160/1999. Considere solos argilosos expansivos, que demandam camadas de brita compactada de 15 cm sob tubos.

Portanto, consulte sempre o Código de Obras municipal e concessionárias como COPASA em Belo Horizonte. Evite erros iniciais planejando 20% de folga para expansões futuras, como lavanderias industriais ou piscinas.

Materiais de Alta Performance

Especialistas recomendam tubos PVC Schedule 40 ou 80 para como fazer tubulação de esgoto em condições severas. DN 50 mm suporta 17 tubos equivalentes de 20 mm; DN 100 mm, até 110. Prefira Amanco ou Tigre com juntas elásticas EPDM, resistentes a 0,5 MPa e pH 2-12.

Instale abraçadeiras galvanizadas ASTM A123, espaçadas conforme tabela: DN 40 a 1,0 m; DN 150 a 1,9 m. Use luvas de inspeção com tampa rosqueável para reparos rápidos e sifões hidráulicos com reservatório de 60 mm em pias para bloquear metano.

Além disso, adote tubos corrugados HDPE para valas profundas (>3 m), com rigidez SN8 para solos classe B. Evite PVC liso em áreas sísmicas; opte por conexões flexíveis que absorvem 5° de deflexão angular.

Diâmetro (DN mm) Seção Equiv. (tubos 20 mm) Espaçamento Apoios (m) Pressão Máx. (MPa) Peso Linear (kg/m)
40 10,9 1,00 0,6 0,78
50 17,4 1,20 0,6 1,20
75 65,5 1,50 0,5 1,90
100 110,5 1,70 0,5 2,80
150 189,0 1,90 0,4 5,40

Dimensionamento Hidráulico Avançado

Você dimensiona como fazer tubulação de esgoto pela fórmula de Manning: V = (1/n) * R^(2/3) * S^(1/2), onde n=0,013 para PVC novo, R=área/molhada e S=declividade 0,02. Para DN 100 mm a 2%, calcule V=1,2 m/s, evitando sedimentos >0,2 mm.

Some DFUs (unidades de fluxo de drenagem): bacia=6 DFU, pia=2 DFU. Ramal de 50 m com 10 bacias exige DN 75 mm para <3 m/s. Inclua perdas localizadas: curva 45°=0,5 v²/2g; junção T=1,0 v²/2g. Para edifícios altos, limite altura de coluna a 40 m.c.a. com redutores de pressão.

Assim, integre ventilação secundária: tubos DN igual à coluna, derivados pós-registro, terminando 0,5 m acima do telhado. Teste vazões pico com simultaneidade 100% no térreo, decrescendo 10%/pavimento.

Preparação da Obra e Escavação

Entenda as exigências normativas de como fazer tubulação de esgoto de forma segura e eficiente. Este conteúdo detalha as declividades mínimas, o posicionamento de caixas de inspeção e os métodos corretos de escavação e compactação do solo para proteger a sua tubulação.
NBR 8160 na Prática: Como fazer tubulação de esgoto com segurança

Cave valas com largura 60 cm (40 cm + 10 cm cada lado), profundidade 0,8-1,2 m acima lençol freático. Compacte fundo com placa vibratória a 95% Proctor para CBR>5%. Em solos coesivos, adicione camada de areia drenante 20 cm.

Marque declives com nipe laser: 2% fixo, tolerância ±5 mm/m. Proteja valas >1,5 m com escoramento NBR 11682, espaçando taludes 1:0,5 em solos classe A. Evite escavação manual em áreas contaminadas; use GPS para precisão centimétrica.

Portanto, sinalize com placas e barreiras conforme NR-18. Monitore vibrações de máquinas <5 mm/s para não afetar estruturas vizinhas.

Execução da Instalação Passo a Passo

Portanto, corte os tubos com serra copo para cortes precisos, chanfre as bordas em 15° e limpe-as cuidadosamente com pano sem fiapos, evitando contaminantes. Em seguida, aplique primer T-88 seguido da cola azul conforme NBR 7672, inserindo 2/3 do comprimento da manga em exatamente 30 segundos para cura ideal. Assim, gire o tubo 1/4 de volta, garantindo distribuição uniforme do adesivo e vedação hermética.

Por conseguinte, instale o ramal principal DN 100 mm a partir do térreo, derivando sub-ramais DN 50 mm para vasos sanitários em ângulo de 45° com tomada superior posicionada 40 cm acima da borda, prevenindo retrossifonagem perigosa. Além disso, fixe abraçadeiras com parafusos de 6 mm, deixando folga de 2 mm para acomodar dilatações térmicas de ±20°C, assegurando longevidade estrutural.

Dessa forma, monte colunas verticais equipadas com derivadores de inspeção a cada 4 metros de altura. Em sobrados, derive a ventilação secundária no topo da coluna, protegendo a extremidade aberta com crivo de 0,5 mm contra insetos. Finalmente, conecte tudo à caixa de passagem (CP) mantendo declive de 1% em direção à fossa séptica ou rede pública, promovendo escoamento gravitacional eficiente.

Por fim, preencha a vala em camadas de 20 cm, compactando areia sílica até 30 cm acima dos tubos para proteção lateral. Assim, restaure a superfície com brita classe 0 seguida de capa asfáltica, evitando rigorosamente pedras maiores que 40 mm que possam danificar a instalação.

Materiais para Ramal Predial de Esgoto

Escolha tubo PVC esgoto DN 100-150 mm (NBR 5648), Schedule 40 com rigidez SN4 para enterro. Adquira conexões roscadas ou elásticas: luva de ligação curta, curva 45° raio 1D e registro de inspeção (RI).

Instale abraçadeiras A105 classe 4 a cada 1,7 m (DN 100), com buchas plásticas anti-abrasão. Use sifão hidráulico P ou S em aparelhos para retenção 60 mm água.

Além disso, pinte tubos expostos com tinta epóxi cinza para UV e marque “ESGOTO” a cada 5 m conforme NBR 7190.

Execução da Ligação Ramal-Rede Pública

Veja os detalhes técnicos de como fazer tubulação de esgoto na hora de conectar o ramal predial à rede pública. Conheça as melhores técnicas de corte, preparação de superfícies, colagem estrutural e os testes preliminares de estanqueidade.
Ligação Predial: Como fazer tubulação de esgoto sem vazamentos

Portanto, posicione a caixa de passagem (CP) exatamente na divisa do terreno, nivelando sua soleira com o passeio público para facilitar o acesso e inspeções futuras. Em seguida, corte o tubo da rede pública com serra copo, garantindo bordas limpas sem rebarbas que comprometam a vedação, e insira a luva de derivação equipada com anel O’ring de dupla vedação, assegurando estanqueidade total.

Assim, solde o ramal predial com precisão: aplique primer T-88 nas superfícies de contato por 15 segundos, seguido da cola azul específica para PVC com penetração de 30 segundos, girando o tubo 1/4 de volta para distribuição uniforme do adesivo. Por conseguinte, estenda o ramal até a CP mantendo declive controlado por nipe laser, fixando-o em suportes metálicos cravados 30 cm em concreto para estabilidade estrutural.

Finalmente, conecte o ramal à luva utilizando luva de ligação longa acoplada a anel EPDM, aplicando torque de 25 Nm com chave dinamométrica para compressão ideal. Além disso, realize teste preliminar despejando 50 litros de água tingida, observando infiltração zero por 30 minutos, validando assim a execução perfeita para como fazer tubulação de esgoto sem falhas.

Assim, vede CP com silicone neutro + tampa dupla face 500 kg carga. Restaure passeio com CBUQ 10 cm espessura.

Conectando Aparelhos ao Ramal Principal

Inicie como fazer tubulação de esgoto nos sub-ramais: DN 40 mm para pias/lavatórios (2 DFU), DN 50 mm para vasos/bacias (6 DFU). Derive do ramal principal com T 45° ascendente, mantendo 40 cm acima borda transbordamento anti-refluxo.

Ligação de Bacia Sanitária

Corte sub-ramal DN 50 mm a 45° da horizontal. Instale sifão P 100 mm com reservatório 75 mm, conectando flange de solo roscada M12. Fixe vaso com parafusos inox + silicone sanitário, torque 15 Nm.

Posicione válvula descarga dupla (3/6 L) a 1,0 m altura, mangueira flexível com filtro 0,5 mm. Teste 6 ciclos: recarga sifão <5 s, sem refluxo.

Ligação de Pia e Lavatório

Um detalhamento completo de como fazer tubulação de esgoto para bacias sanitárias, pias, lavatórios e chuveiros. Saiba como instalar sifões adequadamente, garantir a ventilação do sistema e aplicar o torque correto nos fixadores.
Banheiros Livres de Odores: Como fazer tubulação de esgoto interna

Solde sub-ramal DN 40 mm com curva 90° P ou S (reservatório 60 mm). Prenda sob bancada com abraçadeira regulável, folga 2 mm dilatação.

Conecte ralo pop-up cromado com cesto inox. Teste vazão 8 L/min sem gorgolejo; ajuste declive 3% se necessário.

Chuveiro e Bidê

DN 40 mm horizontal sob box, sifão garra antiodor. Eleve 5 cm piso acabado para drenagem rápida. Integre aquecedor com by-pass esgoto independente.

Integração Colunas Verticais e Ventilação

Portanto, monte colunas DN 75-100 mm derivando do ramal térreo após a caixa de passagem (CP), garantindo transição suave. Além disso, instale derivadores de inspeção a cada 3 m na vertical, combinados com ventilação secundária de DN igual, cuja extremidade fica aberta 0,5 m acima do telhado, equipada com defletor e crivo de 0,4 mm para proteção contra insetos.

Assim, para múltiplos pavimentos, derive os ramais pavimentares com conexões em Y de 45° (mantendo ângulo de junção inferior a 135°), evitando turbulências excessivas. Por fim, mantenha declive interno de 2% em toda a coluna, promovendo autolimpeza contínua e prevenindo acúmulo de sedimentos.

Portanto, reduza vácuos <1 kPa com ventilação ativa, evitando “sucção” em descargas simultâneas.

Testes e Protocolos de Aceitação

Depois da execução, como garantir a excelência da obra? Aprenda como fazer tubulação de esgoto e validar o sistema completo utilizando testes hidrostáticos rigorosos, simulações de pico de vazão e verificação de pressão negativa.
Teste Hidrostático: Como fazer tubulação de esgoto à prova de falhas

Hidrostático Preliminar

Encha sub-ramais (1,0 m.c.a., 2 h retenção). Marque nível inicial; perdas >0,5 L/h/m rejeita junta. Pressão diferencial juntas com espuma detectora.

Funcional Completo

Simule pico: 3 bacias + 2 pias simultâneas (100 L/2 min). Meça refluxo sifões <2 cm, ruído <45 dB(A). Verifique ventilação: inclinação fumaça zero refluxo.

CCTV Final

Insira câmera DN 25 mm até PV público. Grave defeitos: rachaduras >2 mm, infiltração >5%, assente >10 mm/m. Relate com coordenadas GPS.

Manutenção Pós-Instalação

Abra RI semestralmente, remova detritos cesto Vactor 50 bar. Bio-trate orgânicos com bactérias enzimáticas pH 6-9. Monitore declives anual com endoscópio laser.

Registre ART com laudo fotográfico para garantia 5 anos. Treine zelador: nunca use soda cáustica (corroi PVC 30%/ano).

Erros Fatais e Correções Imediatas

Evite T 90° (turbulência x4); sempre Y45°. Não conecte pluviais ao esgoto sanitário (sobrecarga 300%). Proíba derivações múltiplas sem RI (entope 6 meses).

Corrija assente reescavando 2 m, realinhando nipe + resina epóxi juntas infiltrantes. Em corrosão H2S, troque por PP copo + revestimento epóxi.

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Sistemas de Ventilação Especializados

Portanto, ventile colunas com tubos paralelos de DN igual, posicionados abertos 1 m acima do cumulonimbus, assegurando fluxo de ar eficiente. Além disso, em múltiplos pavimentos, utilize chimneys coletivos para equalizar pressões entre -0,5 e +0,5 m.c.a., mantendo o equilíbrio hidráulico.

Assim, evite loops fechados, que geram vácuos inferiores a -2 kPa e provocam refluxos perigosos. Por conseguinte, para como fazer tubulação de esgoto em climas úmidos como Minas Gerais, integre válvulas de alívio automático a cada 10 m verticais, prevenindo acúmulo excessivo. Finalmente, proteja extremidades com defletores cônicos, que dispersam gases de forma segura e eficaz.

Dessa forma, reduza odores em 90%, conforme estudos ABNT. Monitore com manômetros diferenciais durante testes.

Testes Hidrostáticos e Funcionais

O trabalho não termina na entrega da obra. Descubra como fazer tubulação de esgoto já pensando na manutenção preditiva, explorando técnicas de inspeção por CCTV, limpeza com alta pressão e o uso de soluções que não corroem o PVC.
Manutenção e Inspeção: Como fazer tubulação de esgoto durar décadas

Encha sistema por sub-ramais, retendo 2 h por trecho a 1,5 m.c.a. (10 m água). Inspecione juntas com espuma detectora; perdas >1 l/h/m sinalizam falhas. Repita após 24 h vazios.

Teste ventilação soprando 50 l/min; pressão negativa <2 kPa falha. Simule pico despejando 200 l em 5 min, medindo refluxos <5 cm nas bacias.

Registre laudos com fotos termográficas infravermelhas para juntas quentes (vazamentos). Certifique com ART para obras >200 m².

Manutenção Preditiva e Corretiva

Limpe semestralmente com jato 100 bar, DN 25 mm, evitando abrasivos. Use enzimas bio-degradáveis para orgânicos persistentes. Inspecione com CCTV robô a cada 2 anos.

Crie plano PM: troque sifões anuais, verifique declives com endoscópio. Em geopolímeros adjacentes, monitore pH >9 para corrosão zero.

Integração com Sustentabilidade

Além disso, incorpore fossas biodigestoras ETAs compactas, que reduzem o COD em 80%, promovendo tratamento eficiente. Por conseguinte, utilize tubos permeáveis para reúso em irrigação, sempre separando-os por 1,5 m das redes de água potável, garantindo segurança sanitária.

Dessa forma, atenda ao seu foco em materiais sustentáveis: teste ativadores ácidos em juntas geopoliméricas ao redor dos tubos, elevando a resistência a 25 MPa e ampliando a durabilidade do sistema.

Erros Críticos e Soluções de Campo

Evite curvas 90° (>2 por ramal); use 2×45° com raio 1D. Não enterre sem marcação geotêxtil; locadores perfuram inadvertidamente.

Corrija assentes reabriendo 1 m, realinhando nipe. Em infiltrações >5%, injete resina epóxi curável UV.

Aplicações Residenciais e Comerciais

Casas térreas: Ramal DN 100 mm, 3 CI, ventilação telhado. Custo R$15/m instalado.

Sobrado 3 pavtos: Colunas DN 75 mm/pavimento, barrilete DN 100 mm. Integre recalque 2 kW para fossa.

Edifício 10 pavtos: Duas colunas DN 150 mm, ETAs dimensionadas 24h RT. Use BIM para clash detection.

Normas e Regulamentações Atualizadas

Siga NBR 8160 (esgoto), 7229 (pluviais), 5626 (água). Em BH, Lei 10.534/2013 exige ART para >50 m. Portaria MS 2914/2011 para potabilidade indireta.

Atualize com NBR 15575 durabilidade 50 anos. Fiscalize com CREA-MG para isenções IPTU verde.

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