
Incríveis formas de aplicar a treliça no canteiro de obras com diferentes materiais
As treliças são estruturas utilizadas em diferentes pontos de uma construção, no artigo foi mostrado a aplicação, tipos, vantagens e materiais. Ao final do conteúdo você terá maior domínio e capacidade em resolver problemas durante a seleção. Quem conhece a treliça sabe do potencial, aonde ela consegue resolver grandes problemas no projeto e obra, por isso recomendo a leitura até o fim.

O que é treliça? Estrutura composta por barras interligadas (nós), formando na maioria das vezes triângulos (plano ou espacial). Os principais esforços combatidos pelas treliças são tração e compressão, sendo que a estrutura é capaz de vencer grandes vãos e suportar elevadas cargas. Contudo, as ligações (das barras) são variáveis, por exemplo, chapa, solda, rebites, parafusos e outros.
Para que serve a treliça?
Em suma, esse tipo de estrutura é utilizada em locais aonde existem a necessidade de vencer grandes vãos, aliviar o peso da estrutura e fácil manuseio. Portanto, imagine um galpão, o uso da treliça em comparação ao concreto tornaria a estrutura viável pelo custo e dimensão capaz de suportar.
Entretanto, ao longo do conteúdo tratamos cada material com um olhar mais aprofundado, daqui a pouco você irá compreender o uso de cada categoria. Se você observar a treliça é peça chave em maioria das obras, por exemplo, na sustentação das cargas do telhado.
Tipos de treliças?
A princípio as categorias são planas e espaciais.
De fato as estruturas planas ou popularmente conhecidas como simples são treliças que estão inseridas em um plano. Na prática, essa estrutura está em diversos lugares, por exemplo, galpões, mercados (cobertura), pontes, passarelas, viadutos entre outros.

De fato, a categoria das treliças tridimensionais (também conhecidas como treliça 3D ou espacial) são estruturas com arranjo em múltiplas direções. Em síntese, a distinção com anterior temos a geometria, número de malhas planas, resistência, estética, maior disposição na concepção estrutural e outros.
Apenas ilustrando, um exemplo real é o Centro de Exposições do Anhembi, na cidade de São Paulo.
Quais as vantagens dessa estrutura?
Segundo os professores Dr. Alex Sander C. Souza (UFSCAR) e o Dr. Roberto M. Gonçalves (USP), no artigo “Treliças Espaciais – Aspectos Gerais, Comportamento Estrutural e Informações para Projetos”, destacam:
- Possibilita vencer grandes vãos
- Fácil execução e redução do peso
- Diferentes meios de realizar as ligações
- Possibilita a remoção e instalação em outros locais
Quais são os principais métodos de cálculo?
Método dos Nós é simples, pois parte do princípio do equilíbrio isolado, esse método requer a análise dos seguintes passos:

I – Estimar os esforços externos;
II – Inicia-se em um nó com pelo menos duas barras desconhecidas;
III – Escolher o próximo nó, sempre seguindo a lógica de apenas duas barras indeterminadas; (cuidado com os erros nos cálculos, para não refletir nas outras barras).
Método de Ritter ou Método das Seções por ser analítico o seu uso mais amplo, abordando os seguintes itens:

I – Determinar as reações externas (se necessário);
II – Cortar a treliça que passe no máximo 3 barras, mas não podem ser paralelas ou concorrentes;
III – Repetir até finalizar todas as barras;
Quais são as outras formas de aplicação?
Em resumo, dependendo do material e suas propriedades mecânicas a estrutura não consegue combater todos os esforços. Partindo da lógica do trio de materiais (concreto, madeira e aço) é possível observar o desempenho, sendo que:
01. Concreto armado:
O concreto armado é a união entre concreto simples e aço, sabendo que esse material reage bem a compressão e pouco a tração o seu uso fica restrito. Portanto, a treliça pode ser aplicada em peças menores, por exemplo, em vigotas.
Existem 3 tipos de vigotas, são:
Vigota Treliçada: uso em lajes, sendo composta por uma base de concreto, armadura positiva (inferior), sinusóides (aço de ligação das armaduras) e armadura negativa (superior).
Dependendo do fabricante, a espessura varia de 3 a 4 cm, comprimento variável e largura variável. Segundo a NBR 14.862, a nomenclatura padrão é TR 8645. (Leitura: treliça com altura de 8 cm, fio superior Ø 6 mm, diagonais Ø 4,2 mm e fio inferior Ø 5 mm).

Vigota Concreto Armado: seção em “T” invertido, a armadura especial é colocada na região de compressão, porém a mesma durante a fabricação ficará tracionada. O motivo da tração está relacionado ao transporte, sendo chamada de armadura de transporte.
Vigota Concreto Protendido: semelhante a vigota de concreto armado, esse modelo requer pouco uso de fôrmas e escoramento. Dessa forma, classifica-se a laje como parcialmente pré-moldada, sendo apenas a vigota com armadura pré-tensionada.
02. Madeira
Nota-se que a madeira é um excelente material para telhados, e existem diversos formatos de treliças. O famoso estilo Howe é capaz de vencer vãos de 6 a 10 m com uma geometria simétrica, porém a seleção da categoria deve atender as normas, visto que a madeira é um material de difícil controle mecânico.

Sobretudo, a madeira requer encaixes perfeitos, não admite folgas exageradas e a sua ligação possibilitar uma pequena movimentação. Lembre-se, que o telhado (temos ações variáveis (chuva e vento)).
03. Aço
Em suma, o aço tem destaque por suportar altas cargas, esbeltez, fácil produção, grandes vãos e adaptável. Além disso, o seu uso pode ser visto em grandes galpões e fábricas, porém deve-se atentar na escolha dos perfis que farão a composição da treliça, para não correr o risco de flambar.

Portanto, o uso correto das treliças têm inúmeras vantagens desde concepção até a utilização da estrutura. Sobretudo, os métodos podem ser aplicados na madeira e aço, para estimar os esforços.
20 MODELOS DE TRELIÇAS
Desse modo, ao saber tais fatos sobre uma peça simples e tão usual fica fácil decidir o seu emprego e distinguir o uso em cada material. Logo, aconselho a leitura do livro artigo sobre telhado colonial, assim você terá noção sobre projeto e detalhes do modelo.